3 de abril de 2025

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por: Milton Medusa

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Categorias: álbuns ao vivo rock brasileiro, Banda Made in Brazil, Dicas

ÁLBUNS AO VIVO DO ROCK BRASILEIRO: MADE PIRATA AO VIVO

Olá, pessoal!

Resolvi comentar sobre álbuns ao vivo importantes do rock brasileiro, que mesmo tendo uma relevância histórica, não são muito lembrados, na minha opinião. Claro que estas escolhas estão relacionadas com o meu gosto pessoal e com a minha vivência, porém, são álbuns que abrangem gerações distintas e que encerram ciclos das carreiras destes artistas. Para iniciar, escolhi os álbuns Made – Pirata Vol. I e Vol.II, da banda Made in Brazil.

Confiram!

Abraços,

Medusa.

 

“Made – Pirata Ao Vivo Vol. I e  VOL II”– Made in Brazil (1986):

 

Discos lançados separadamente de forma simples pela gravadora RGE, em 1986, contendo shows gravados pela veterana banda Made in Brazil, em setembro de 1984, no Teatro Lira Paulistana, em São Paulo. Na época deste lançamento, o Made estava na fase “heavy”, mas o repertório destes álbuns continha músicas da primeira fase da banda, lançadas nos quatro primeiros álbuns lançados, entre 1974 e 1981, pela gravadora RCA e que estavam fora de catálogo. Havia apenas uma música inédita, o blues “Mexa-se Boy”, um tributo à Muddy Waters que ficou muito bom!

A formação da banda era um quarteto bem entrosado e energético, com os irmãos Vecchione, Oswaldo “Rock” (vocal, baixo, guitarra e gaita) e o saudoso Celso “Kim” (na guitarra e baixo), acompanhados por Dimas Zanelli (bateria) e Dudu “Heavy” Chermont (guitarra), famoso por sua participação na Patrulha do Espaço.

Vários ex-integrantes foram convidados para estes shows de gravação: os saudosos cantores Cornelius “Lucifer” e Percy Weiss; os guitarristas Tony “Babalu” Medeiros e Joaquim “Kim” Kelgh, além de Otávio “Bangla” (saxofone).

As capas chamam a atenção por si só e os encartes contem fotos de arquivo muito interessantes de todas as fases da banda até então, incluindo a maioria dos vários integrantes que passaram pela banda.

Todas as versões ao vivo dos clássicos da banda são executadas com muita garra e vigor pelos músicos, bem na pegada “heavy” da época, mas sem deixar de lado a essência do puro rock and roll que a banda sempre levantou a bandeira como poucos fizeram, aliás. Alguns destaques: “Jack, o Estripador” e “Vou te Virar de Ponta Cabeça”, com Percy no vocal; “Anjo da Guarda”, com Cornelius no vocal; a já citada “Mexa-se Boy” e “Gasolina”, com Oswaldo no vocal e gaita, ambas com solos de guitarra excelentes!

Um detalhe curioso para os guitarristas é que na introdução de “Mexa-se Boy”, dá até para ouvir o chiado da fonte do pedal de distorção de um dos guitarristas. Ou seja, é ao vivo de verdade!

O encerramento do álbum é em alto astral, com “Paulicéia Desvairada” (faixa título do terceiro álbum) cantada por Oswaldo e contendo a participação de vários convidados. É a faixa de apresentação da banda e dá para sentir muito bem a participação vibrante do público!

Logo depois deste lançamento, o Made abandonaria o visual e o som hard/heavy, voltando às suas origens de rhythm and blues e o mais puro rock and roll.